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Paz em tempos de crise




Por Giovana Carvalho:

Em épocas de pessimismo na economia, a relação entre gestores e colaboradores não raro fica tensa. Afinal, para manter uma empresa no azul é preciso mais cobrança e mais esforço. É necessário ter sabedoria para atravessar esses períodos.

Empenhar-se para manter o bom relacionamento no ambiente de trabalho e, consequentemente, o bom andamento das firmas, é um dever de ambas as partes. Patrões e empregados devem entender que todos precisam fazer concessões, que todos precisam pagar o preço juntos.

A chave para um bom relacionamento entre líderes e liderados é cada um dos lados saber se colocar no lugar do outro. O psicólogo e filósofo Jacob Levy Moreno, criador do psicodrama e pioneiro no estudo da terapia em grupo, defendia, em sua Matriz de Identidade, que a inversão de papéis é o ápice de maturidade.

É função dos gestores provocar suas equipes para que reflitam como é estar na posição não apenas dos seus chefe, mas também  dos seus colegas, gerando mais respeito e compreensão.

Mas o ideal mesmo é que cada pessoa, independente do seu cargo, saiba fazer esse exercício nos mais diversos aspectos de sua vida. Assim teríamos uma sociedade muito mais tolerante.

Aqueles que ocupam cargos de gestão devem ter em mente que se houve cortes nos quadros e as tarefas passaram a ser executadas por menos gente será imprescindível ter mais atenção ao delegar funções e definir prioridades.

Mais do que nunca, os gestores devem se esforçar para deixar claro o que querem e precisam de seus empregados, a fim garantir maior assertividade e evitar retrabalho.

Outro alerta importante – e muitas vezes ignorado – é que nenhum momento de crise justifica “terrorismo” com as equipes. Ameaças não irão aumentar a produtividade, apenas causarão medo e raiva e destruirão a imagem dos líderes como pessoas capazes de lidar com problemas. Tampouco se deve estimular a disputa – o único resultado será o caos.

É preciso destacar ainda que os gestores, por mais que se sintam pressionados, devem saber ouvir. Não há razão para se envergonharem de ouvir a opinião da equipe quando for conveniente.

Por outro lado, os empregados também precisam dar sua contribuição para a harmonia no trabalho. Primeiramente, é necessário ter sensibilidade para diferenciar o que é possível negociar ou exigir de seus patrões no momento.

Mas devemos destacar aqui que ser compreensivo é diferente de se deixar abusar. Se um colaborador sente que a empresa está aproveitando do momento de crise para “passar dos limites” e que há uma divergência de valores éticos e morais entre ele e a instituição, é hora de refletir se não seria o caso de procurar novo emprego.

O panorama não está fácil, é verdade. Há empresas demitindo, mas há outras contratando. É preciso ser otimista e capaz de enxergar oportunidades e necessidades de mudança.  Além disso, cabe frisar que as pessoas que trabalham num ambiente com valores coerentes com os seus são mais felizes e se tornam profissionais melhores.

Outro fator importante é que os funcionários podem, e devem, expor suas limitações aos seus superiores. Se estão sobrecarregados e sabem que não darão conta de determinada tarefa, peçam ajuda e deixem que o chefe defina o que é prioridade. Caso contrário, isso pode trazer consequências sérias em um curto espaço de tempo.

Os colaboradores devem considerar ainda que em épocas de aperto é comum que gestores que costumavam compartilhar autoridade se mostrem mais autoritários. Aceitem, isso não os diminui.

Por último, vale ressaltar que não se deve levar as questões para o lado pessoal, tomando por implicância. Se um diretor cancela um projeto que tinha pedido, é porque provavelmente o cenário mudou e não está mais propício. Mudanças de planos são naturais, principalmente em momentos de incerteza.

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